terça-feira, 24 de novembro de 2009

Catalogação e acondicionamento de uma colecção de minerais

Quando o espécime mineral está devidamente preparado procede-se à sua catalogação, esta fase envolve a colocação de uma referência no espécime e o seu registo em livro, em ficheiro ou em suporte informático, juntamente com todas as informações consideradas importantes como, por exemplo, o local de recolha, a data em que esta foi efectuada, o tipo de jazigo, o enquadramento geológico, a paragénese, etc. Os métodos utilizados são variados mas geralmente utiliza-se a inscrição directa, em caneta de acetato, ou a colagem de pequenas etiquetas de papel que serão posteriormente protegidas por um verniz incolor (muitos coleccionadores são contra este sistema) estas inscrições, ou etiquetas, devem ser colocadas em locais do espécime que não impeçam a observação de pormenores importantes e que não sejam visíveis em caso de exibição do exemplar em vitrina. A etiquetagem do espécime e o seu registo no ficheiro deve ser feito no mesmo momento de forma a garantir a correspondência do código utilizado. O código deve basear-se na numeração árabe, por razões de eficiência, deve identificar o proprietário e deve reflectir a organização subjacente à colecção. Mas qualquer método racional é aceitável
Finalmente surge o momento de acondicionar o exemplar, protegendo-o do pó, da luz excessiva ou de mãos pouco cuidadosas, colocando-o em local que reflicta o tema unificador da colecção. O melhor método é colocar o exemplar em caixas de plástico, ou de cartão, acompanhados de uma etiqueta com informação básica, e arrumar essas caixas num móvel de gavetas. Este método permite facilmente organizar uma colecção numerosa num espaço mínimo ao contrário das vitrinas que, sendo muito caras, colocam problemas de espaço, organização e preservação; se possuir uma vitrina reserve-a para a exibição dos exemplares mais belos ou mais raros.
















Exemplo de gaveta da colecção do autor. Colecção de minerais de Nova Jérsia.


Conheça mais sobre a trajetória do AACR para o RDA.

UM MANIFESTO 2.0 DO BIBLIOTECÁRIO



Não seja mais um Bibliotecário na Multidão.
Revele suas qualidades para o Mundo.


Informação é tudo.
Esse vídeo te ajudará a pensar e ser mais crítico.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Catalogação













Modelo de Ficha Catalográfica

O prazer de preservar

















A preservação é um dos atos mais importantes na biblioteca, pois deixa registrado para as futuras gerações a informação.
Sem a preservação o mundo empobreceria no aspecto das informações originais.
Pela falta de cuidado dos usuários com os livros a destruição dos mesmos vem se agravando a cada dia, por isso precisamos preservar as informações para que não se percam com o tempo. 

terça-feira, 27 de outubro de 2009

História do Livro

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Códice, papiro e pergaminho

história do livro...

O formato de livro atual, o chamado códice, já passou por preconceitos. Assim como, também passam hoje as novidades, como o áudio-livro e o livro eletrônico (ebook). Os primeiros livros escritos em tabletes de argilas foram criados pelos sumérios, por volta do ano 3.200 a.C. na Mesopotâmia (atual Iraque). Os quais cotinham em seus conteúdos: leis, assuntos administrativos e religiosos, lendas e até poesia.
Com o tempo, o livro começou a ser fabricado com outros materiais, a exemplo, o papiro, obtido a partir de uma planta egípcia, e o couro de animais, dos quais o produto mais conhecido é o pergaminho (couro de carneiro) desenvolvido pela região de Pérgamo (atual Turquia) por causa de uma proibição de importar papiro. A região de Pérgamo e Alexandria disputavam possuir a maior biblioteca do mundo conhecido. Por isso, o rei egípcio Ptolomeu V proibiu a exportação do papiro para aquele local.
Nessa época, o formato comum, ainda não era o que conhecemos hoje, era o rolo ou o volume, feito de folhas de pergaminho coladas lado a lado. Essa colagem era depois enrolada em dois bastões de madeira ou marfim. Para que as pessoas pudessem manusear o pergaminho da mesmo modo como faziam com o papiro (desenrolando de um lado e enrolando de outro).
A China foi quem desenvolveu o papel e através de mercadores árabes, transportou esta nova tecnologia para a Europa, entretanto, apenas no século 12, porém, ainda eram manuscritos e copiados pelos monges. O trabalho era exaustivo podendo levar até mais de um ano para ficar pronto um único exemplar. Situação que perdurou até a década de 1450, quando o alemão Gutemberg inventou a prensa, facilitando à produção do livro. A primeira obra impressa por ele foi a Bíblia.
No Brasil a produção de livros só teve início a partir de 1808, com a vinda da família Real portuguesa e a chegada de uma máquina impressora. Antes desta data, ter uma tipografia no país era crime.

FONTE: COSTA, R. Quem inventou o livro?. Revista Nova Escola, Agosto de 2009.